Ultima atualização 15 de abril

Uma foto do resseguro

Segundo presidente da Terra Brasis Re, hoje se retém menos risco no País. No entanto, é preciso melhorar as práticas do mercado de resseguros

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4º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro – Um mercado de R$ 9 bilhões, que cresce em média 9% ao ano. Este é o cenário do setor de resseguros no Brasil, apresentado pelo presidente da Terra Brasis Re, Paulo Eduardo de Freitas Botti (foto), ressaltando que hoje se retém menos risco no País, o que é um bom sinal. O IRB-Brasil Re detém 50% do negócios de resseguro e a solvência do mercado brasileiro é de 1 para 1, para cada real de prêmio bruto há um real de capital, o que é uma boa relação, segundo Botti.

São 119 companhias atuantes. 36 dos 40 maiores grupos resseguradores mundiais têm operações por aqui. O mercado gera 700 postos de trabalho, sendo que 90% das pessoas empregadas possuem nível superior.
Botti apresentou sugestões de pontos que poderiam melhorar no futuro, como ajustes na regulamentação em relação aos procedimentos contábeis, processos FIP, a retrocessão (que é um ponto que a Susep precisa regulamentar), enfim, pontos que têm importância muito grande e podem impedir a internacionalização das seguradoras.

É preciso melhorar as práticas do mercado de resseguros, como solicitar que resseguradoras locais declinem aceitação de riscos para colocá-los no exterior, oferecendo ou não vantagens em negócios futuros. “O pior é o ressegurador aceitar fazer isso”, lamentou Botti.

“Mudanças são bem-vindas e necessárias. Mudanças bruscas, como já aconteceram e práticas ruins, como já aconteceram e ainda acontecem, colocam em risco não só o resseguro, mas o mercado local de seguros corporativos”, avisou o executivo.

Kelly Lubiato, do Rio de Janeiro
Revista Apólice

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