A insurtech Bys anuncia a chegada de Thaís Chioqueti como head de Produtos. A executiva passa a responder pelos desenhos dos produtos de seguros e padronização dos programas de distribuição, com a tarefa de encurtar o intervalo entre a assinatura do contrato e a primeira apólice emitida.
A contratação acompanha um momento de crescimento acelerado da empresa. No início do segundo ano de operação, a Bys já soma mais de 50 empresas no pipeline e seis programas em implantação, depois de fechar o primeiro ano com mais de R$ 100 milhões em prêmio anualizado, gerados por uma equipe de dez pessoas com uso intensivo de AI.
Depois de pagamentos, conta digital e antecipação de recebíveis, o seguro se tornou uma das linhas de receita mais buscadas por varejistas, fintechs e marketplaces. É também a mais difícil de erguer internamente, porque envolve cálculo de sinistralidade, negociação com várias seguradoras e conformidade regulatória.
“Cheguei à Bys como cliente. Na Olist, eu já sabia do potencial de receita com seguros, mas não tinha time para construir essa área do zero — nosso core business era ERP”, afirma Chioqueti. “Contratar uma estrutura de fora era a alternativa viável: trazia essa receita nova sem tirar o foco do negócio principal, e ainda entregava um produto que fazia sentido dentro da rotina de compra que o cliente já tinha.”
Nesse arranjo, a Bys assume o desenho, a negociação e a operação do programa de ponta a ponta, em modelo remunerado por sucesso, sem custo fixo nem aporte inicial do parceiro. São dezenas de seguradoras na mesa com uma multiplicidade de opções de produtos sem nenhuma relação de exclusividade, o que permite escolher a cobertura conforme o perfil de cada base de clientes.
A chegada de Thaís traz mais velocidade para a implantação na empresa parceira que vai distribuir as apólices à sua base. “Se a implantação pedir um sistema novo ou obrigar o consumidor a mudar de hábito, a conta não fecha”, diz Chioqueti. “Quanto menor o esforço técnico, mais rápido o parceiro começa a faturar.”
Thaís passou quase três anos na Olist, onde criou e escalou os serviços financeiros integrados ao ERP da plataforma, respondendo por conta digital, pagamentos e PDV. No banco digital do Banco Bmg, esteve à frente de Payments, Open Finance e PIX, e soma passagens por Santander e Rede.
“Construir produto financeiro em larga escala exige precisão e cuidado. Qualquer detalhe mal resolvido aparece multiplicado por milhares de clientes, e você precisa antecipar ao máximo esses pontos de fricção. Na Bys, temos este mesmo desafio. É esse tipo de leitura que Thaís traz para o time”, diz Leonardo Rodrigues, CEO e sócio-fundador da insurtech.
Os seis programas em implantação são os primeiros que devem passar pelo modelo padronizado, e servem de teste para o formato que a companhia pretende repetir na carteira inteira.








