A expansão de uma franquia nem sempre depende apenas da abertura de novas unidades. Em alguns mercados, o crescimento também passa pela capacidade de identificar oportunidades específicas da economia de cada região e transformar nichos pouco explorados em novas fontes de receita.
Foi esse o caminho encontrado por Felipe Tramotim Mainardes, franqueado da Seguralta em Ponta Grossa, no Paraná. Há seis anos na rede, o empresário se especializou no atendimento à pecuária leiteira e encerrou 2025 com R$7,5 milhões em prêmios de seguros comercializados e faturamento de R$ 980 mil em comissões. Atualmente, sua unidade mantém cerca de 40 mil animais segurados.
O resultado chama atenção para uma frente ainda pouco conhecida fora do agronegócio: a possibilidade de contratar seguros para rebanhos. Para produtores, os animais fazem parte do patrimônio e da capacidade produtiva da propriedade, o que abre espaço para produtos voltados à proteção dessa atividade.
Para a Seguralta, o caso também demonstra como a diversificação do portfólio pode contribuir para a expansão da rede em diferentes regiões do país. Em vez de depender exclusivamente de modalidades mais conhecidas, como automóvel, residencial e vida, o corretor pode desenvolver sua carteira de acordo com as características econômicas da cidade e da região em que atua.
“O mercado de seguros é muito mais amplo do que normalmente se imagina. Quando o corretor entende a economia da região e identifica onde estão os riscos, começa a enxergar oportunidades que vão muito além dos produtos tradicionais”, afirma Reinaldo Zanon, CEO da Seguralta.
No caso de Ponta Grossa, a proximidade com o agronegócio abriu espaço para a especialização na pecuária leiteira. Em outras localidades, a mesma lógica pode levar a carteiras mais concentradas em atividades empresariais, propriedades rurais, equipamentos, máquinas ou outros riscos específicos.
A estratégia permite que as unidades mantenham o modelo da rede, mas construam uma atuação comercial conectada à realidade local. Para Zanon, essa capacidade de adaptação é especialmente relevante no avanço para cidades do interior, onde determinadas cadeias produtivas têm peso significativo na economia.
O desempenho da unidade paranaense mostra o potencial dessa especialização. Considerando os R$ 7,5 milhões em prêmios comercializados em 2025, as comissões de R$ 980 mil representaram cerca de 13% desse volume.
Depois de seis anos na rede, Felipe transformou um segmento específico da economia regional em uma carteira com dezenas de milhares de animais protegidos. Para a Seguralta, o caso reforça uma frente da estratégia de expansão: crescer não apenas aumentando a presença geográfica, mas permitindo que cada unidade encontre, dentro de seu próprio mercado, nichos capazes de sustentar o desenvolvimento da operação.







