Ultima atualização 06 de agosto

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McLarens Aviation realiza grande encontro da aviação segurada

Fernando Salestrino, da McLarens Aviation
Fernando Salestrino, da McLarens Aviation

EXCLUSIVO – Acontece na noite de hoje a nona edição do encontro realizado pela McLarens Aviation para reunir o mercado de seguro aeronáutico e de aviação. São mais de 150 participantes entre seguradoras, corretoras, resseguradoras e representantes da aviação comercial e executiva.


Fernando Selestrino, diretor regional da McLarens Aviation Brasil, conta que o encontro deixou de ser apenas uma confraternização para se tornar uma referência entre os profissionais especializados em sinistros aeronáuticos. Embora não tenha uma programação técnica, o encontro cumpre um papel importante ao aproximar profissionais que, muitas vezes, trabalham juntos durante anos, mas raramente têm oportunidade de se reunir presencialmente. “É um momento de reencontro e fortalecimento das relações que sustentam um dos segmentos mais especializados do mercado segurador”, explica.


A realização do evento acompanha a posição conquistada pela McLarens Aviation no País. Com escritório próprio desde 2009, a empresa integra um grupo global de origem britânica e atua exclusivamente na regulação de sinistros, sendo acionada principalmente por seguradoras. No Brasil, tornou-se uma das principais referências em sinistros aeronáuticos, atendendo ocorrências de diferentes níveis de complexidade.


O trabalho vai muito além dos grandes acidentes que costumam ganhar espaço na imprensa. A empresa acompanha desde pequenas colisões em aeroportos, danos provocados por granizo e ingestão de aves até operações complexas de remoção de aeronaves em regiões remotas. Entre os casos recentes está a atuação no acidente envolvendo a Voepass, em 2024, além de ocorrências em que o maior desafio não é o dano à aeronave, mas a logística necessária para realizar a inspeção e o reparo.


Para Selestrino, um dos diferenciais da McLarens é justamente sua presença internacional. A rede global permite mobilizar reguladores em diferentes países sempre que uma aeronave precisa ser reparada fora do Brasil ou quando componentes são enviados para oficinas especializadas no exterior. Essa integração reduz prazos, facilita a comunicação com oficinas locais e amplia o intercâmbio de conhecimento técnico entre especialistas de diferentes mercados. “O fato de sermos uma empresa global nos permite compartilhar experiências e soluções. Muitas vezes, enfrentamos no Brasil uma situação inédita, mas outro escritório da McLarens já passou por um caso semelhante em outro país. Essa troca de conhecimento faz diferença”, destaca.

A tecnologia também passou a fazer parte da rotina da empresa. Segundo o executivo, a inteligência artificial contribui principalmente para organizar informações assim como aumentar a produtividade das equipes envolvidas na regulação dos sinistros e em um futuro próximo, ampliar sua utilização auxiliando na elaboração de relatórios, garantindo maior agilidade e celeridade na entrega. O crescimento contínuo da aviação executiva brasileira também amplia as perspectivas para o segmento. Quanto maior o número de aeronaves em operação, maior tende a ser a demanda por serviços especializados de regulação. “Mesmo durante a pandemia, quando parte da aviação comercial reduziu drasticamente suas operações, a atividade da empresa foi sustentada pelo movimento da aviação executiva”, lembra Selestrino.


Ao mesmo tempo, fatores externos continuam influenciando o setor. Conflitos internacionais, dificuldades logísticas e problemas no fornecimento de peças podem prolongar o tempo de reparo das aeronaves e, consequentemente, o ciclo de regulação dos sinistros, impactando toda a cadeia do seguro aeronáutico.
Em um mercado altamente técnico e baseado na confiança entre seus participantes, a McLarens Aviation aposta que reunir pessoas continua sendo uma das formas mais eficientes de fortalecer relacionamentos. “O sucesso do encontro anual mostra que, mesmo em uma atividade cada vez mais digital, o contato presencial ainda ocupa um espaço importante para quem trabalha na gestão de riscos da aviação”, completa Selestrino.

Kelly Lubiato

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