Ultima atualização 02 de fevereiro

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Zurich destina R$ 2 milhões a Fundo de Catástrofes em 2026

As seguradoras Zurich Seguros, do Grupo Zurich, e Zurich Santander, joint venture entre o Grupo Zurich e o Banco Santander, anunciaram a destinação de mais R$ 2 milhões ao Fundo de Catástrofes para 2026. A iniciativa apoia populações em situação de vulnerabilidade afetadas por desastres climáticos e calamidades públicas em todo o Brasil.

Criado em parceria com o Movimento União BR e o Instituto da Criança, o Fundo de Catástrofes é um modelo pioneiro de investimento social privado voltado à resposta rápida e estruturada a eventos extremos. Ao longo de seis anos, a iniciativa já destinou mais de R$ 20 milhões, beneficiando cerca de 550 mil pessoas em todas as regiões do país, com ações emergenciais e apoio à reconstrução de comunidades.

Um dos diferenciais do Fundo é seu modelo de governança. Com conta exclusiva, processos decisórios pré-autorizados e execução em parceria com organizações especializadas, os recursos podem ser liberados em até cinco dias úteis, prazo significativamente menor que o observado em grandes corporações.

“Quando ocorre um desastre, as comunidades atingidas não podem esperar. Muitas vezes, há necessidade imediata de itens básicos, como água, alimentos e atendimento de saúde. O Fundo organiza o investimento privado para responder com velocidade e consistência a crises climáticas e humanitárias, cada vez mais frequentes no país”, afirma Nathalia Abreu, gerente de Sustentabilidade da Zurich Seguros.

O Fundo de Catástrofes foi oficializado em 2022, mas sua atuação estruturada teve início em 2019, quando a Zurich passou a apoiar de forma sistemática comunidades afetadas por eventos como o rompimento da barragem de Brumadinho, a pandemia de Covid-19 e desastres climáticos extremos.

“A resposta às crises sociais e ambientais precisa estar no centro da estratégia das empresas. Como seguradoras, temos a oportunidade de ir além da indenização, conectando nossa atuação a impactos positivos diretos na vida das pessoas mais vulneráveis”, destaca Natalia Moreira, gerente sênior de Sustentabilidade da Zurich Santander.

O Movimento União BR é responsável pela execução das ações em campo, desde o mapeamento de necessidades até a entrega dos itens de auxílio. “Em tragédias climáticas, somos os primeiros a chegar e os últimos a sair. O Fundo tem sido essencial para ampliar nossa capacidade de resposta desde o início das crises”, explica Tatiana Monteiro de Barros, presidente da organização.

Já o Instituto da Criança atua na gestão social do Fundo, garantindo transparência e conformidade. “O Fundo mostra como o investimento social privado pode ser estruturado com governança, transparência e resultados mensuráveis. Conectamos a Zurich e a Zurich Santander a causas de alto impacto, garantindo que cada recurso seja aplicado com responsabilidade e gere transformação real”, afirma Pedro Werneck, Cofundador e Presidente do Instituto da Criança.

Em julho de 2025, o Fundo de Catástrofes recebeu reconhecimento internacional ao ser premiado no BRICS Solutions Awards, na categoria Innovative Financing for Sustainability, consolidando-se como referência global em resposta privada a desastres climáticos.

Atuações recentes

Entre os casos mais emblemáticos de atuação do fundo está o apoio às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, tanto em 2024 quanto em 2025, em doações que totalizaram mais de R$ 1 milhão em kits emergenciais, incluindo alimentos, água, colchões, mantas e itens de higiene, além do suporte a abrigos comunitários em áreas de difícil acesso.

Em 2025, um dos últimos aportes do fundo ocorreu após a recente destruição provocada por um ciclone extratropical no Paraná, com mais de R$ 250 mil doados para instalação de uma unidade móvel de saúde (junto a outros parceiros) e aquisição de refeições para apoio a quase 20 mil pessoas atingidas nos municípios de Rio Bonito do Iguaçu, Laranjeiras, Quatiguá, Irati e Santo Inácio do Iguaçu, além da região metropolitana de Curitiba.

No mesmo ano, o fundo já havia sido ativado em Pernambuco, para a aquisição de cestas básicas, visando apoiar a população em função da estiagem prolongada que atinge os municípios do sertão do estado e tem causado sérios impactos sociais e econômicos à população da região. Também foram destinados R$ 420 mil para atender quase 20 mil pessoas atingidas por cheias no Amazonas e mais de 33 mil indígenas Yanomamis, com ações articuladas com parceiros locais para oferecer logística e assistência humanitária. O Rio Grande do Sul também recebeu contribuições – embora não na mesma proporção do ano anterior, o estado continuou sofrendo com as enchentes decorrentes das chuvas.

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