EXCLUSIVO – À medida que o mercado de seguros entra em 2026 a partir de um estágio mais maduro, o desafio central do setor passa a ser menos quantitativo e mais qualitativo. Na avaliação da seguradora Mapfre, o momento exige transformar a relevância histórica do seguro em experiências mais claras, relações mais próximas e estratégias consistentes, capazes de sustentar a confiança em um ambiente de rápidas transformações.
Na visão da companhia, o amadurecimento do mercado traz consigo um consumidor mais atento às condições contratuais e menos tolerante à complexidade desnecessária. Ao mesmo tempo, corretores e parceiros passam a valorizar relações mais próximas e transparentes, enquanto as seguradoras são cobradas por maior alinhamento entre estratégia, cultura e operação. “O seguro segue sendo um pilar fundamental para a proteção de pessoas e negócios, mas a forma como ele se apresenta influencia diretamente a percepção de valor”, afirma Felipe Nascimento, CEO da Mapfre.
Segundo o executivo, essa leitura tem orientado as decisões estratégicas da companhia nos últimos anos. A Mapfre relata que vem promovendo revisões de processos, investimentos em tecnologia e iniciativas de integração entre áreas, com o objetivo de tornar a jornada mais simples e previsível para clientes e parceiros. A proposta, segundo a empresa, não é reagir a movimentos conjunturais, mas construir bases estruturais para um crescimento sustentável no longo prazo.
Esse processo ganha relevância adicional em um momento simbólico para a seguradora, que se aproxima de seu centenário. A companhia avalia que história e legado continuam sendo ativos importantes, mas que precisam ser constantemente atualizados para permanecerem relevantes. “Relevância não é algo que se herda. Ela precisa ser construída todos os dias, a partir de escolhas conscientes e da capacidade de evoluir junto com o mercado”, observa Nascimento.
A evolução recente da marca da Mapfre, com seu rebranding, é apresentada pela companhia como parte desse movimento mais amplo de reposicionamento. A mudança busca refletir uma organização mais clara na comunicação, mais próxima nas relações e mais conectada ao contexto atual do mercado segurador. Para a empresa, trata-se menos de uma atualização estética e mais de um sinal de alinhamento entre identidade, estratégia e forma de atuação.
Esse entendimento transparece de forma direta para Felipe Nascimento ao cometar sobre a sua jornada no mercado segurador. “Ao longo da minha trajetória no setor de seguros, aprendi que credibilidade se constrói no cotidiano. Ela está presente nas escolhas feitas com consciência, na forma como ouvimos o mercado e na consistência com que cumprimos nossos compromissos”, afirma. Segundo ele, é essa visão que orienta a Mapfre neste novo ciclo anunciado recentemente.
Na leitura da seguradora, o ano deve marcar ainda mais um ponto de inflexão, em que estratégia, cultura e operação passam a se conectar de forma mais integrada. As decisões tomadas nesse ciclo, segundo a Mapfre, terão impacto direto na capacidade de gerar valor de forma consistente e de sustentar relações de longo prazo em um ambiente mais exigente e competitivo.
Por fim, na visão do executivos e da companhia, o mercado de seguros chega a este novo momento mais consciente de seu papel econômico e social, onde a consolidação do setor passa não apenas por escala ou inovação tecnológica, mas pela capacidade de entregar experiências mais compreensíveis, relações mais equilibradas e soluções alinhadas ao contexto real de clientes e empresas. “O desafio é acompanhar a evolução da sociedade sem perder a essência da proteção. É isso que sustenta a relevância do seguro”, conclui Nascimento.
Nicholas Godoy, de São Paulo.




