Ultima atualização 27 de outubro

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Indenizações por doenças graves crescem 29,6%

Dados da CNseg mostram avanço nos pagamentos até julho; modalidade pode oferecer apoio financeiro diante de diagnósticos cobertos, como câncer

O diagnóstico de câncer de mama e de próstata pode trazer, além dos cuidados com a saúde, mudanças na rotina profissional e no orçamento familiar. Deslocamentos, despesas adicionais e eventuais períodos de afastamento do trabalho podem comprometer as finanças em um momento de fragilidade. Neste Outubro Rosa e Novembro Azul, a mobilização pela prevenção e pelo diagnóstico precoce também abre espaço para discutir a proteção financeira durante o tratamento.

Uma das ferramentas disponíveis é o seguro de doenças graves, que prevê o pagamento de uma indenização ao próprio segurado diante do diagnóstico de uma doença coberta, conforme as condições contratadas. No caso do câncer de mama e próstata, quando contemplado pela apólice e atendidos os critérios de cobertura, o recurso pode ajudar a sustentar as despesas da família e dar suporte à reorganização da rotina.

Levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostra que os pagamentos de indenizações dos seguros de doenças graves chegaram a R$ 463,5 milhões entre janeiro e julho de 2026, crescimento de 29,6% em relação ao mesmo período de 2025. O valor corresponde ao conjunto das doenças cobertas pela modalidade, não exclusivamente ao câncer.

A arrecadação desses seguros somou R$ 1,7 bilhão nos sete primeiros meses do ano, avanço de 18,2% na comparação anual. Em 2025, as indenizações totalizaram R$ 650,4 milhões, alta de 18%, enquanto a arrecadação alcançou R$ 2,6 bilhões, crescimento de 19,7%.

O apoio financeiro ganha relevância porque os efeitos de uma doença podem alcançar despesas que vão além da assistência médica. A manutenção das contas da casa, a necessidade de ajuda nas atividades diárias e a redução temporária da renda são situações que podem acompanhar o tratamento. A indenização contribui para enfrentar esses compromissos, de acordo com o valor contratado e as necessidades de cada pessoa.

“Diante de um diagnóstico de câncer, a proteção financeira pode ser tão importante quanto o planejamento para o futuro. O seguro de vida com cobertura para doenças graves oferece suporte para que o paciente enfrente o tratamento com mais tranquilidade, dedicando sua energia ao que realmente importa: a saúde e a recuperação”, disse Hilca Vaz, integrante da Comissão de Produtos de Risco da Fenaprevi.

A proteção financeira integra esse cuidado, mas a atenção à saúde permanece no centro da campanha. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), praticar atividade física, manter o peso corporal adequado e evitar bebidas alcoólicas são medidas que ajudam a reduzir o risco de câncer de mama. A amamentação também é considerada um fator protetor. A orientação de uma rotina saudável também é indicada pelo INCA para a prevenção do câncer de próstata.

Em paralelo, o seguro de doenças graves pode oferecer suporte para que o impacto financeiro não acrescente novas dificuldades ao período de tratamento. Ao contratar, é necessário observar quais doenças estão cobertas, os critérios para pagamento, as carências e as exclusões previstas na apólice.

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