Ultima atualização 14 de setembro

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São Paulo concentra 40,3% da arrecadação nacional de seguros

Indenizações, benefícios, resgates e sorteios somaram R$ 27,9 bilhões entre janeiro e junho; arrecadação chegou a R$ 83,4 bilhões
Patricia Chacon
Patricia Chacon

O Mercado de Seguros pagou R$ 27,9 bilhões a consumidores e empresas no estado de São Paulo no primeiro semestre de 2026. O montante reúne indenizações, benefícios, resgates e sorteios realizados entre janeiro e junho e não considera a Saúde Suplementar. Os dados fazem parte da Conjuntura CNseg nº 139, elaborada com informações do SES/Susep.

Entre os principais segmentos, o Seguro Auto respondeu por R$ 8,3 bilhões em pagamentos, alta nominal de 12% na comparação com o mesmo período de 2025. No Patrimonial, o volume chegou a R$ 1,65 bilhão, avanço de 12,5%.

Já os Seguros de Pessoas pagaram R$ 3,74 bilhões no período, crescimento de 7,3%. “São recursos que chegam a consumidores e empresas para ajudar a preservar renda e patrimônio, dar suporte diante de imprevistos e cumprir compromissos assumidos ao longo do tempo”, afirma Patrícia Chacon, presidente do Sindicato das Seguradoras, Previdência e Capitalização do Estado de São Paulo (Sindseg-SP).

Enquanto os pagamentos cresceram em diferentes segmentos, a arrecadação total do mercado paulista somou R$ 83,4 bilhões no primeiro semestre, queda de 1,9% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

O indicador considera os prêmios de seguros, as contribuições para previdência aberta e os recursos destinados à capitalização. São Paulo respondeu por 40,3% da arrecadação nacional no período.

Apesar da retração no resultado consolidado, diferentes grupos apresentaram expansão. Danos e Responsabilidades avançou 5,7%, enquanto os Seguros de Pessoas cresceram 9%.

No Seguro de Vida, a arrecadação chegou a R$ 8,6 bilhões, aumento de 10,5%. O Prestamista avançou 18,8%, para R$ 5,3 bilhões. Riscos Financeiros registraram uma das maiores altas do semestre, de 24,7%, alcançando R$ 3,47 bilhões. O Seguro Habitacional cresceu 23,7%, para R$ 1,47 bilhão. No Rural, foram arrecadados R$ 1,16 bilhão, resultado 13,2% superior ao observado no primeiro semestre do ano passado.

“O resultado mostra um mercado diversificado e presente em áreas importantes da economia. A proteção alcança a renda e o patrimônio das famílias, mas também está ligada ao crédito, à produção, aos investimentos e à continuidade dos negócios”, afirma Chacon.

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