Ultima atualização 01 de setembro

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Fenacor comemora sucesso do Congresso Brasileiro de Corretores de Seguros

Realizada no Rio de Janeiro, entre os dias 27 e 29 de agosto, pela Fenacor, a 24ª edição do Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros superou as expectativas dos organizadores, que já eram otimistas. Com mais de 4 mil participantes inscritos, o evento reuniu a nata do mercado em aproximadamente 80 painéis e 110 palestrantes divididos entre as plenárias e as “Salas de Negócios”.  

O saldo desses três dias em que o Rio de Janeiro tornou-se o centro nervoso da distribuição de seguros no Brasil foi extremamente positivo. O Expo Rio, local do encontro, foi transformado em uma verdadeira cidade do conhecimento, onde cada plenária, sala de negócios ou mesmo as conversas de corredor apontavam para um mesmo horizonte: o futuro da intermediação de seguros.

Não por acaso, o tema central do Congresso (“A Nova Era da Distribuição de Seguros no Brasil”) funcionou como fio condutor de uma narrativa que atravessou todo o evento, conectando tecnologia, comportamento do consumidor, inovação, regulação e, sobretudo, o papel do corretor como protagonista de uma transformação que já está em curso.

Logo na abertura, na noite de 5ª feira (27 de agosto), o salão principal recebeu as principais lideranças do setor. Na ocasião, o presidente da Fenacor, Armando Vergílio, saudou os participantes com uma frase que se tornaria uma espécie de mantra ao longo dos dois dias seguintes: “Preparamos este evento para ser o melhor congresso dos corretores de seguros de todos os tempos”.

Segundo ele, a intenção da Fenacor era entregar um encontro capaz de marcar época — e, de fato, marcou. Armando Vergílio citou ainda o “Plano Diretor do Mercado de Intermediação de Seguros (PDMIS)”, apontado por ele como uma bússola estratégica para orientar o desenvolvimento da atuação dos Corretores de Seguros nos próximos anos. “O PDMIS é a ferramenta estratégica para que o Corretor de Seguros avance, cresça e se consolide como o principal agente de distribuição de seguros no Brasil”.

A solenidade de abertura contou ainda com as presenças do superintendente da Susep, Alessandro Octaviani; e dos presidentes da CNseg, Dyogo Oliveira, da ENS, Lucas Vergílio (ENS) e do Sincor-RJ (correalizador do evento), Ricardo Garrido, reforçando a integração institucional que se tornaria a marca do Congresso.

Alessandro Octaviani, afirmou que “não há futuro para a economia brasileira sem pensar no futuro do seguro”. Já Dyogo Oliveira destacou que a magnitude do 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros “mostrou a grande pujança do setor”. Essas falas ajudaram a consolidar a percepção de que o debate sobre distribuição não é apenas técnico — é econômico, social e estratégico para o país.

Na manhã seguinte, o primeiro painel reuniu os CEOs das principais seguradoras do país para discutir o novo cenário da distribuição, em debate mediado por Armando Vergílio. O bate-papo girou em torno de três pilares do que se espera para o futuro do mercado no Brasil: a tecnologia como aliada, o conhecimento profundo do cliente e a expansão da cultura de proteção.

Os debatedores chegaram a um consenso de que esse futuro não será definido pela disputa entre canais, mas pela capacidade de compreender o cliente e oferecer soluções de proteção mais completas. “o mercado brasileiro ainda tem vasto espaço para crescer, especialmente em nichos como pequenas e médias empresas, seguros para pets e responsabilidade civil profissional, entre outros”, frisou Ney Dias. CEO da Bradseg.

Por sua vez, o CEO da HDI, Eduardo Dal Ri, fez uma provocação aos congressistas: “o Corretor precisa ser visto como a primeira referência do cliente quando surge uma nova necessidade de proteção”. O painel seguinte, sobre o tema “Inovação em Seguros”, teve como mediador o presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS), Lucas Vergilio, que abordou a relevância do impacto da inteligência artificial no setor: “nunca, na história, uma tecnologia serviu tanto para humanizar e potencializar uma atitude humana”, pontuou, em frase que sintetizou uma das conclusões mais importantes do evento: a tecnologia não substitui o corretor, apenas amplia sua capacidade de cuidar, orientar e proteger.

PDMIS

No primeiro painel do dia 29 (sábado), o PDMIS foi apresentado como uma diretriz de longo prazo, capaz de orientar políticas, práticas e investimentos no setor, e que tem como principais objetivos modernizar a intermediação, ampliar a participação dos corretores de seguros, estimular a inovação, fortalecer a relação com consumidores e promover capacitação contínua.

Com o tema “Autorregulação e PDMIS – A ponte para o futuro do Corretor de Seguros”, esse painel abordou qualificação profissional, diversificação de receitas, transformação digital e o avanço da autorregulação.

Mediado pelo consultor da ENS, Augusto Cardoso Coelho, o painel teve apresentação do economista Claudio Contador, e debate com os diretores da Susep Marcilio Otavio Nascimento Filho e Júlia Normande Lins, além da presidente do Ibracor, Maria Filomena Magalhães Branquinho.

Ao apresentar o PDMIS, Contador apontou a necessidade de preparar o corretor para um mercado mais diversificado. Ele lembrou que o Brasil tem aproximadamente 150 mil corretores de seguros, sendo 44% desse total formado por empresas e 56% de autônomos que movimentam valores expressivos em receitas de corretagem. “A receita anual de corretagem está entre R$ 52 bilhões e R$ 55 bilhões por ano,”, afirmou.

Segundo ele, o plano propõe ampliar a atuação dos intermediários para além da venda tradicional de seguros, com maior participação de atividades como consultoria, gestão de riscos e outros serviços. “O papel de consultor exige uma qualificação que não seja apenas para vender. O corretor tem condições de atuar no atendimento, na consultoria, na auditoria e em uma série de outras atividades dentro das empresas e das famílias”, ressaltou Cláudio Contador.

Por sua vez, Júlia Lins frisou que o corretor é o elo de confiança entre o consumidor e a seguradora.          Essa relação com o intermediário é muito importante, especialmente nos momentos em que o consumidor precisa recorrer a alguém para entender uma situação mais complexa”, acentuou.

Já a presidente do Ibracor defendeu maior união da categoria diante das mudanças regulatórias e tecnológicas. “Somos muito mais fortes quando atuamos de forma integrada”, assinalou Maria Filomena, acrescentando que, nesse contexto, o IBRACOR representa um despertar da categoria e o reconhecimento de que os profissionais da corretagem têm maturidade, consciência e profissionalização necessárias para se autorregular”.

Salas de Negócios

O mesmo clima de otimismo em relação o futuro do mercado, apesar dos grandes desafios que virão pela frente, predominou também nas “Salas de Negócios”. Foram dezenas de encontros técnicos, com seguradoras apresentando produtos, estratégias e oportunidades reais para os corretores. Os executivos dessas seguradoras detalharam soluções de massificados e estratégias de proteção ao patrimônio e à reputação das empresas.

Para todos eles, o congresso representou o ambiente ideal para as seguradoras estarem próximas de quem está “na ponta do mercado”. Assim, as salas de negócios cumpriram seu papel, aproximando áreas técnicas e comerciais das seguradoras dos corretores, gerando conhecimento, networking e apontando oportunidades concretas. A “sala” da ENS apresentou uma programação voltada à capacitação, inovação, tecnologia e desenvolvimento profissional.

Destaque para as imersões internacionais que podem proporcionar aos participantes experiências que combinam conhecimento, negócios e networking. Para 2027, a ENS abriu inscrições para cinco imersões tendo como destinos em Portugal, Itália, China e Estados Unidos.

Alicerces

Ao longo das plenárias, uma ideia se repetiu quase como um refrão: “o corretor é o principal agente de expansão da proteção securitária no Brasil”.

Nesse contexto, Armando Vergílio reforçou isso em diferentes momentos, sempre demonstrando sua plena convicção de que o congresso foi o principal espaço para debater a revolução em curso no mercado. “O corretor não está apenas acompanhando a transformação. Ele é parte essencial dela”, ressaltou o presidente da Fenacor.

Ao final dos três dias, a sensação geral era de que o Congresso não apenas discutiu o futuro da distribuição de seguros — ele “construiu os alicerces desse futuro”. Para tanto, as plenárias trouxeram uma ampla visão estratégica, enquanto as “Salas de Negócios” apontaram os caminhos práticos.

Diante do discurso das lideranças, que reforçaram a importância da integração institucional, os Corretores de Seguros presentes deixaram o encontro com a certeza de que são os verdadeiros protagonistas desse futuro do setor e que a nova era da distribuição já começou e passa, inevitavelmente, por eles. O 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, portanto, foi, mais do que um evento, um marco ou ponto de virada.

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