Ultima atualização 11 de maio

Previdência aberta recua 8% no primeiro trimestre

Prêmios e contribuições somaram R$ 41,3 bilhões no período, apresentando uma queda de R$ 3,6 bi em relação ao mesmo trimestre do ano anterior

A Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) informou que os aportes em planos de previdência privada aberta somaram R$ 41,3 bilhões no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O recuo representa redução de aproximadamente R$ 3,6 bilhões frente aos três primeiros meses de 2025.

Apesar da desaceleração na arrecadação, os resgates também apresentaram retração. Segundo o relatório da entidade, as retiradas totalizaram R$ 35,1 bilhões no período, queda de 10,2% na comparação anual.

Com isso, a captação líquida do setor, resultado entre aportes e resgates, encerrou o trimestre em R$ 6,2 bilhões, avanço de 7,3% frente ao mesmo intervalo do ano passado.

Em março de 2026, os planos de previdência privada aberta administravam mais de R$ 1,8 trilhão em ativos, equivalente a cerca de 14% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O volume representa crescimento de 13% em relação ao mesmo mês de 2025.

Segundo Edson Franco, presidente da Fenaprevi, o resultado positivo da captação líquida ocorreu principalmente pela redução dos resgates no início do ano, mesmo diante da queda nas contribuições dos planos VGBL.

“Isso ocorre em função da cobrança do IOF, que comprovadamente configurou um desincentivo ao comportamento previdente dos brasileiros. Em vez de estimular a poupança para a longevidade, a medida direcionou o dinheiro para o consumo ou para aplicações de curto prazo, lembrando que a previdência privada (especialmente o VGBL) é o principal financiador da Dívida Pública Mobiliária Federal”, afirmou.

O levantamento também mostra que 11,2 milhões de pessoas possuem ao menos um plano de previdência privada aberta no Brasil. Em março deste ano, o mercado contabilizava 13,6 milhões de planos ativos, dos quais 79% eram individuais.

Os planos Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) seguiram concentrando a maior parte da arrecadação. Entre janeiro e março, receberam R$ 37,6 bilhões em aportes, distribuídos em 8,6 milhões de contratos.

Já os planos do tipo Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) responderam por cerca de 8% das contribuições do período, distribuídas em 3,2 milhões de planos. Os produtos tradicionais, incluindo FAPI e planos de acumulação, representaram aproximadamente 1,5% da captação bruta, em um universo de 1,9 milhão de contratos.

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