Ultima atualização 20 de maio

PL amplia debate sobre especialização no setor de saúde

O mercado de seguros e, em particular, o segmento de planos de saúde no Brasil, está em um ponto de inflexão. A recente discussão em torno do projeto de lei (PL 1671/2026) que visa regulamentar a atuação do corretor de planos e seguros de saúde não é apenas um ajuste burocrático; é um catalisador para uma transformação profunda que exige proatividade e adaptação de todos os envolvidos. Do meu ponto de vista, como quem lida diariamente com a disrupção digital e as inovações no setor, este é um chamado claro para a modernização. 

O cenário em que operamos está em constante transformação. A complexidade dos produtos, a demanda crescente por transparência e a necessidade de conformidade regulatória elevam o patamar da exigência profissional. Nesse contexto, a especialização se torna um imperativo para a continuidade no mercado. O novo PL reforça essa tendência, buscando definir regras mais claras para uma atuação responsável e qualificada, garantindo que o consumidor esteja sempre bem-informado e protegido. 

Para o corretor tradicional, isso pode parecer um desafio, mas enxergo uma imensa oportunidade. O futuro reside em um modelo híbrido e colaborativo, impulsionado pela tecnologia. Imagine um cenário em que sua expertise em criar vendas, construir relacionamentos e entender as necessidades primárias do cliente continue sendo o cerne do seu trabalho. No entanto, a validação de um plano de saúde – com suas nuances de cobertura, carências e particularidades regulatórias – passa a ser realizada por um especialista habilitado, integrado a uma plataforma tecnológica robusta. 

Esta plataforma não apenas conecta o corretor ao especialista, mas também provê as ferramentas e a estrutura necessárias para gerenciar o processo de forma eficiente e transparente, garantindo a conformidade. É um ecossistema onde a tecnologia potencializa a expertise humana, assegurando que o cliente receba a melhor orientação e o corretor atue com a segurança de um processo validado e legalmente sólido. 

Contudo, é fundamental que todos os atores compreendam as implicações. Dependendo de como este projeto de lei evoluir e for sancionado, pode haver uma clara responsabilização não apenas sobre o corretor que originou a venda, mas também sobre a plataforma que intermediou o processo e sobre o próprio especialista que realizou a validação final. Este é um alerta para a importância de buscar parceiros tecnológicos que ofereçam não apenas eficiência operacional, mas também robustez jurídica e compliance em suas soluções. 

Meu conselho aos corretores é claro: busquem ferramentas e estrutura que permitam a especialização e a colaboração. Invistam em conhecimento e em plataformas que os ajudem a navegar neste novo ambiente. Aqueles que abraçarem a tecnologia e a especialização não apenas sobreviverão, mas prosperarão, transformando desafios em oportunidades de crescimento e excelência no serviço ao cliente. A era da venda generalista está se encerrando; a era da venda inteligente e especializada, habilitada pela tecnologia, está apenas começando. 

*Por Fernando Rodrigues é diretor da unidade de seguros da Dimensa. 

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