Ultima atualização 18 de maio

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Minha Casa, Minha Vida impulsiona seguro habitacional

O mercado de seguro habitacional começou 2026 em ritmo de crescimento no Brasil, refletindo o avanço do crédito imobiliário e os efeitos das novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que entraram em vigor em abril deste ano. Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que os prêmios emitidos pelo segmento cresceram 11,3% no primeiro bimestre, somando R$ 1,4 bilhão no período.

Elaine Fraqueta, presidente da Comissão de Habitacional da Federação Nacional das Seguradoras (FenSeg), explica que o seguro habitacional, que é obrigatório em financiamentos imobiliários, funciona como uma proteção financeira para famílias e instituições financeiras em casos como morte, invalidez permanente e danos físicos ao imóvel. “O desempenho do segmento acompanha o aumento da contratação de crédito imobiliário no País e a ampliação do alcance do programa habitacional federal”, disse.

A CNseg projeta crescimento de 12,8% para o seguro habitacional ao longo de 2026, impulsionado principalmente pela expansão do Minha Casa, Minha Vida e pelo aumento da oferta de crédito com recursos do FGTS e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

As novas regras do programa passaram a valer em abril e ampliaram tanto as faixas de renda quanto os limites dos imóveis financiáveis. A renda máxima elegível chegou a R$ 13 mil mensais na faixa 4, enquanto o teto dos imóveis financiáveis passou para até R$ 600 mil, dependendo da modalidade.

Além disso, o Conselho Curador do FGTS aprovou um orçamento de R$ 144,5 bilhões para habitação em 2026, incluindo R$ 12,5 bilhões destinados a descontos habitacionais. A medida é considerada uma das principais apostas do governo federal para ampliar o acesso à moradia e estimular o setor da construção civil.

O governo também mantém a meta nacional de contratar 2 milhões de moradias até 2026 no âmbito do Minha Casa, Minha Vida. Na avaliação do mercado, a ampliação das regras tende a aumentar o número de famílias aptas ao financiamento imobiliário e ampliar o volume de imóveis enquadrados nas condições subsidiadas ou com juros reduzidos.

O crescimento do seguro habitacional aparece como um dos reflexos diretos desse movimento. Como a contratação da apólice é vinculada aos financiamentos imobiliários, o avanço do crédito tende a elevar também a demanda por proteção financeira relacionada aos imóveis.

“O cenário reforça o papel do seguro habitacional dentro da cadeia imobiliária brasileira, atuando como mecanismo de proteção patrimonial e segurança financeira em um momento de retomada do mercado de habitação no País”, conclui a porta-voz da FenSeg.

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