A Aon plc acaba de apresentar sua primeira proposta de apólice, cujo prêmio pode ser pago parcialmente por meio de créditos de carbono. A solução dá início a uma nova era na integração entre seguros, sustentabilidade corporativa e mecanismos de descarbonização, oferecendo às empresas uma forma inovadora de transformar seus ativos ambientais em valor financeiro direto.
A iniciativa surge em um momento crucial, após a COP 30 a regulação dos mercados de carbono, especialmente com o avanço no Artigo 6 do Acordo de Paris, que estabelece um quadro para a cooperação internacional voluntária entre países para cumprir suas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa, incentivando o mercado de carbono, ganhou novo impulso ampliando a confiança global nos instrumentos de compensação e na padronização de créditos de alta integridade.
Empresas de diversos setores como agronegócio, energia e infraestrutura passaram a buscar usos mais eficientes e estratégicos desses ativos, que vão além da tradicional compensação de emissões. O modelo estruturado pela Aon responde a esse movimento ao permitir que créditos ambientais certificados se tornem um mecanismo financeiro efetivo para operações de seguro.
A proposta representa um marco ao conectar duas cadeias: o mercado segurador e os mercados de carbono voluntário e regulado. Ao viabilizar o pagamento de parte do prêmio com créditos de carbono, a Aon amplia a flexibilidade financeira dos seus clientes, ao mesmo tempo em que fortalece a agenda de descarbonização do país, que hoje é líder global na oferta de créditos de base florestal e agrícola regenerativa.
“A possibilidade de utilizar créditos de carbono como pagamento de apólices é um avanço concreto na direção de um mercado mais integrado, eficiente e alinhado aos desafios climáticos. Essa solução permite que empresas transformem seus ativos ambientais em valor estratégico, conectando proteção financeira e impacto sustentável”, afirma Mateus Angelo, head of Strategy and Broking para o Brasil na Aon.
Além do benefício financeiro imediato, o modelo ainda abre caminho para a criação de produtos que reflitam com mais precisão as estratégias ESG das companhias. Nesse sentido, a Aon se movimenta para oferecer um olhar completo sobre todo o ciclo do seguro, desde a redução das cláusulas à regulação de sinistros, desenvolvendo soluções que considerem a realidade operacional dos clientes e seus compromissos com a transição climática diante de um cenário de volatilidade.
A iniciativa marca o começo de uma agenda mais ampla da Aon, que busca aproximar o mercado segurador das novas dinâmicas da economia de baixo carbono, sobretudo em um contexto em que a demanda global por créditos de alto padrão deve crescer significativamente ao longo da próxima década, impulsionada por metas net zero, regulamentações mais rigorosas e novas políticas de compliance climático.
De acordo com Thiago Fonseca, Gerente da Qualidade e Gestão de Riscos na Jirau Energia, empresa que recebeu a proposta inédita, os grandes diferenciais dessa solução foram o nível de disrupção e personalização. “Todo o projeto foi elaborado pensando em atender às necessidades da companhia, aliando a expertise de mercado da Aon à inovação e a nossa realidade operacional, resultando em uma solução completa e aderente que visava atender a necessidade específica de um produto ESG, alinhado com os valores de sustentabilidade da companhia. Além disso, é uma iniciativa que fortalece políticas ambientais em um período em que a agenda climática se tornou crítica para empresas e para o país, mostrando que é possível unir gestão de riscos, eficiência e compromisso sustentável”.




