Ultima atualização 24 de novembro

Black Friday: Entenda a importância do seguro cyber para as empresas

De acordo com levantamento da Zoox Smart Data, para 57,2% dos consumidores entrevistados a internet será a primeira opção para as compras

EXCLUSIVO – Não é novidade que as pessoas estão cada vez mais fazendo suas compras por meios digitais. De acordo com levantamento feito pela Zoox Smart Data, para 57,2% dos consumidores entrevistados a internet será a primeira opção para as compras nesta Black Friday. Além disso, outra pesquisa encomendada pelo Google ao Instituto Ipsos mostrou que não apenas um número maior de consumidores pretende ir às compras este ano, como também estão dispostos a gastar mais. Dos mil entrevistados, 71% declararam que pretendem aproveitar as promoções deste ano, um crescimento de 29% em relação a 2021.

Apesar de proporcionar ótimos negócios para os clientes, a comunidade hacker enxerga na Black Friday e nas vendas online uma brecha para realizar ciberataques e roubar dados das empresas e dos consumidores. De acordo com o último levantamento da companhia israelense CheckPoint, o segundo trimestre de 2022 apresentou um pico histórico, com um aumento dos ataques cibernéticos globais na ordem de 32% em comparação com o segundo trimestre de 2021. Para evitar o vazamento de dados, é fundamental que as empresas contem com um seguro cyber.

O seguro para riscos cibernéticos oferece em sua cobertura proteção para danos como Responsabilidade Civil por atos de violação; despesas em casos de substituição de ativo digital; ameaça cibernética e lucros cessantes. “Mais do que o seguro, é essencial que as empresas contem com bom programa de gestão de riscos corporativos, trabalhando na prevenção e na mitigação de riscos relacionados à segurança cibernética, sobretudo levando em conta os dados dos clientes. Contratar uma apólice faz parte desse planejamento”, afirma Hellen Fernandes, gerente de Linhas Financeiras da Zurich.

Segundo o Relatório de Riscos Globais 2022, produzido pelo Zurich, Marsh McLennan e Fórum Econômico Mundial, os riscos cibernéticos estão na lista dos 10 maiores riscos globais no curto e médio prazo (próximos 2 e 5 anos, respectivamente). “Nenhuma empresa está livre de sofrer um ataque cibernético, mas o trabalho de gestão de riscos pode mitigar consideravelmente os impactos no negócio. Conhecer os riscos que têm internamente, direcionar esforços e investimentos adequados, ter políticas e métricas que sejam efetivas e aplicáveis a cada modelo de negócio, assim como saber responder em caso de um incidente, vai levar a empresa a ter mais sucesso”, diz Hellen.

O produto cobre também o monitoramento da carteira de cliente, caso essa ação seja necessária; serviços de perícias e investigação administrativa; restauração e recuperação de dados; restituição de imagem do próprio segurado; eventuais pagamentos de multas e penalidades imputadas por órgãos reguladores; e reclamações/ações voltadas a incidentes com ransomware ou eventuais extorsões na internet. Para Tiago Lino, especialista em riscos cibernéticos na AIG, ter reposta imediata a um incidente é fundamental para que prejuízos maiores aconteçam. “Na AIG, nossos segurados têm à disposição o Canal de Primeira Resposta, um serviço de atendimento especializado operado pela Deloitte, como um canal emergencial em caso de suspeitas ou identificação de ataques cibernéticos”, afirma.

Leandro Freitas, diretor de Riscos Financeiros da MDS Brasil, reforça a importância das pequenas e médias empresas contarem com o seguro cyber. “Esse produto é tão importante para as PME’S quanto as outras proteções, como seguro de crédito ou roubo, por exemplo. Com organizações cada vez mais sofisticadas operando neste tipo de crime, a tendência é que com maior dificuldade para acessar grandes corporações, estes criminosos passem a invadir os espaços mais vulneráveis. No seguro cyber, durante a avaliação de riscos (RA), necessária para realizar uma cotação, já é possível identificar eventuais fragilidades, propiciando ações rápidas para blindagem dos sistemas”.

De acordo com a Susep (Superintendência de Seguros Privados), o seguro cyber registrou entre janeiro e agosto R$ 110 milhões em prêmios emitidos. Freitas ressalta que uns dos principais fatores para a expansão da carteira foi a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). “Além disso, a queda no percentual de sinistralidade em função de uma subscrição mais apurada trouxe maior rentabilidade ao produto, o que tende a continuar acontecendo. Esta percepção de danos tem criado, inclusive, a obrigatoriedade de contratação do seguro por força contratual com seus clientes”.

Marco Mendes, líder de Cyber e da Vertical de Tecnologia da Aon no Brasil, afirma que para que a carteira continue crescendo é preciso que o mercado de seguros trabalhe na conscientização da população e o tomador de decisão nos negócios sobre riscos e eventuais prejuízos com ataques, vazamentos de dados e interrupção das atividades, ajudando-os a construir uma cultura que valorize a privacidade e a segurança. “Portanto, é importante que o mercado se engaje com prestadores de serviço da área de segurança e privacidade orientando seus clientes na contratação do melhor modelo de apólice de seguro cibernético”.

Nicole Fraga
Revista Apólice

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