Ultima atualização 13 de julho

“Nada muda para corretores e segurados”, diz CEO da Allianz

Renovações já devem conter o nome da nova seguradora na apólice. Corretores contam com equipe de atendimento de 600 pessoas na área comercial

Parece que a aquisição da SulAmérica Auto/Re foi apenas parte de uma estratégia de aquisições do Grupo Allianz no mundo, mesmo com a pandemia. Eduard Folch, CEO da Allianz no Brasil, disse que a companhia adquiriu em janeiro a segunda maior companhia da Inglaterra. Na Espanha, promoveu uma joint venture com o BBVA.

Agora, o foco é a integração da nova empresa. “O modelo de aquisição foi de uma companhia inteira, com mais capital intelectual, com canal de distribuição consolidado e tecnologia desenvolvida”, afirmou Folch em entrevista coletiva realizada hoje.

A empresa seguirá trabalhando com os corretores de seguros para comercializar os produtos e serviços. Além dos 27 mil corretores, ela incorpora também as 62 assessorias, que são um novo canal para a Allianz. “A intenção é de que as assessorias possam comercializar outros produtos. Estamos ouvindo corretores para entender o que eles querem, construindo a companhia de forma conjunta”, adiantou o CEO.

Nada muda para corretores de seguros e clientes. A equipe comercial de 600 pessoas está dedicada a manter o relacionamento e o atendimento pessoal aos corretores, com combinação entre as equipes. As renovações para os clientes serão automáticas, sem nenhum agravamento dos valores dos prêmios de seguro.

A seguradora quer contar com estratégia ampla para ganhar mais posições no ranking. A empresa é a terceira em ramos elementares e a segunda em seguro de automóveis, com 14,5% de market share e 2,6 milhões de veículos segurados.

O isolamento social provou que os corretores que já estão preparados para a transformação digital e companhia deverá continuar com o trabalho remoto de seus colaboradores. Em países onde a pandemia está mais adiantada, a volta foi de 20% dos colaboradores para o trabalho presencial. “Não teremos mais 100% das pessoas em um escritório novamente. O modelo será híbrido”, informou Folch.

Folch não vê a queda da produção de automóveis como uma ameaça. “Em países onde a pandemia está mais avançada, como na China, as pessoas não querem mais viajar em carros compartilhados. Quando a economia retomar, as pessoas devem voltar a consumir”, prevê. Mesmo assim, ele acredita que a empresa vá investir em inovações para incluir veículos mais antigos em sua carteira, num esforço par ampliar a gama de produtos e clientes.

O My Mobility é um seguro que a companhia está explorando na Europa, um pouco na Inglaterra, mas depende muito de como as pessoas lidam com a sua proteção. Ele cobre o deslocamento das pessoas, independente do modelo utilizado.

Kelly Lubiato
Revista Apólice

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