Ultima atualização 19 de outubro

Gestão previdenciária evita R$ 108 milhões em custos

Levantamento da Acrisure aponta que a identificação de inconsistências previdenciárias e a gestão do absenteísmo responderam por cerca de 82% do resultado
Marlene Capel, diretora de Gestão de Afastados e FAP da Acrisure no Brasil.
Marlene Capel, diretora de Gestão de Afastados e FAP da Acrisure no Brasil.

A gestão de afastamentos e a análise de informações previdenciárias permitiram evitar aproximadamente R$ 108,4 milhões em custos para empresas atendidas pela Acrisure Brasil em 2025, segundo levantamento divulgado pela companhia. O resultado foi obtido por meio de soluções que integram dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), folhas de pagamento, indicadores médicos e análises preditivas para identificar inconsistências e acompanhar os afastamentos de trabalhadores.

Os números refletem a atuação da empresa em diferentes etapas da gestão previdenciária, desde a identificação de pagamentos indevidos e divergências cadastrais até o acompanhamento de empregados afastados e a análise de encargos relacionados a acidentes e doenças ocupacionais.

A maior parte dos custos evitados ficou concentrada em duas frentes: a Gestão Base Zero, com R$ 52,4 milhões, e a Gestão do Absenteísmo Médico, com R$ 36,4 milhões. Juntas, as soluções responderam por aproximadamente R$ 88,9 milhões, o equivalente a 82% do resultado consolidado.

A Gestão Base Zero foi a principal responsável pelo resultado financeiro apresentado pela Acrisure. A metodologia realiza o cruzamento diário entre os benefícios registrados pelo INSS e os afastamentos processados nas folhas de pagamento das empresas.

O objetivo é identificar divergências na classificação dos benefícios, registros de afastamentos já encerrados, pagamentos indevidos e situações de limbo previdenciário, quando há divergências entre a condição do trabalhador perante a Previdência Social e sua situação na empresa.

A conciliação dessas informações permite que as organizações identifiquem e corrijam inconsistências que podem gerar despesas trabalhistas, previdenciárias e tributárias.

Outra frente é a Gestão do Absenteísmo Médico, direcionada aos afastamentos inferiores a 15 dias. A solução analisa atestados e indicadores relacionados ao adoecimento dos trabalhadores, permitindo acompanhar informações por função, região, unidade e tipo de ocorrência.

O monitoramento também busca identificar reincidências, padrões de ausência e situações que possam exigir medidas preventivas. Os indicadores são comparados mensalmente com as metas estabelecidas para cada operação.

Segundo Marlene Capel, diretora de Gestão de Afastados e FAP da Acrisure no Brasil, o cruzamento de diferentes bases de dados amplia as possibilidades de atuação das empresas. “Muitas empresas ainda tratam os afastamentos apenas como uma rotina administrativa. Quando essas informações passam a ser analisadas de forma integrada, elas se transformam em inteligência para tomada de decisão. É possível identificar inconsistências, reduzir desperdícios, prevenir impactos sobre encargos futuros e, ao mesmo tempo, oferecer um acompanhamento mais estruturado e acolhedor ao trabalhador”, afirma.

O levantamento também aponta que o acompanhamento individual de empregados afastados por períodos superiores a 15 dias respondeu por aproximadamente R$ 9,1 milhões em custos evitados. Ao longo de 2025, a companhia acompanhou quase 3 mil casos.

O trabalho geralmente começa a partir do 16º dia de afastamento e inclui orientações sobre requerimentos de benefícios, documentação, perícias e procedimentos junto ao INSS, além do monitoramento da evolução de cada caso até o retorno às atividades.

A proposta é reduzir atrasos na concessão de benefícios, evitar indeferimentos relacionados a inconsistências processuais e oferecer maior previsibilidade sobre o período de afastamento.

Entre os indicadores utilizados pela Acrisure para mensurar os resultados estão o tempo necessário para a concessão dos benefícios, a redução de indeferimentos e os casos em que o trabalhador recupera a capacidade laboral antes do período inicialmente previsto.

Em 2025, a companhia registrou uma taxa de 46% de retorno antecipado ao trabalho entre os casos considerados elegíveis para esse indicador.

De acordo com a empresa, o acompanhamento pode contribuir para reduzir despesas relacionadas à substituição de trabalhadores, contratação temporária e perda de produtividade, além de apoiar o processo de reintegração profissional.

“Nosso trabalho vai além do processo previdenciário. Acompanhamos cada trabalhador de forma próxima para que ele percorra esse caminho com mais segurança, orientação e agilidade. Isso beneficia o empregado, que recebe suporte em um momento de vulnerabilidade, e a empresa, que ganha previsibilidade sobre o afastamento e o retorno às atividades”, afirma Marlene.

Gestão previdenciária e impacto sobre encargos

Outra área de atuação é a Gestão de Afastados à Previdência (GAP), responsável pelo monitoramento contínuo de benefícios concedidos pelo INSS, afastamentos e acidentes de trabalho.

Essa frente acrescentou cerca de R$ 6,6 milhões ao resultado consolidado em 2025. Além da identificação de inconsistências, o sistema reúne informações previdenciárias em uma base de análise, permitindo acompanhar tendências e comparar indicadores das empresas com referências de mercado e dados oficiais.

A gestão do Fator Acidentário de Prevenção (FAP), por sua vez, respondeu por aproximadamente R$ 3,8 milhões em custos evitados. Desse montante, R$ 3,2 milhões foram atribuídos à análise e projeção dos índices e R$ 500,7 mil à gestão de contestações.

O FAP é um multiplicador utilizado no cálculo da contribuição destinada ao financiamento dos benefícios decorrentes dos riscos ambientais do trabalho. Seu valor considera indicadores de acidentalidade das empresas e pode aumentar ou reduzir a contribuição devida.

Na metodologia adotada pela Acrisure, o histórico de afastamentos, adoecimentos e acidentes é analisado para identificar possíveis inconsistências, fundamentar contestações e projetar fatores que podem influenciar os índices nos ciclos seguintes.

A companhia também utiliza essas informações para antecipar cenários relacionados aos encargos previdenciários e apoiar medidas de prevenção e controle.

Para Marlene, a integração entre dados, acompanhamento especializado e gestão previdenciária pode contribuir para decisões mais estruturadas nas empresas.

“A gestão previdenciária, quando apoiada por dados e acompanhamento especializado, passa a contribuir diretamente para a sustentabilidade do negócio, apoiando as empresas a reduzir custos, fortalecer a governança e oferecer uma experiência mais segura aos trabalhadores durante todo o processo de afastamento”.

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