Ultima atualização 20 de maio

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AGRUS aposta em IA para análise de sinistros de Vida

CEO da AGRUS, Renato Alves, e o CCO, Pedro Siqueira - Créditos: Sancho Fotografia.
CEO da AGRUS, Renato Alves, e o CCO, Pedro Siqueira - Créditos: Sancho Fotografia.

Em um mercado pressionado por prazos mais curtos, aumento das tentativas de fraude e maior rigor regulatório, a eficiência na regulação de sinistros passou a ocupar um papel estratégico dentro das seguradoras. Mais do que reduzir custos operacionais, processos estruturados se tornaram fundamentais para garantir segurança, agilidade e conformidade regulatória.

Nesse cenário, reguladoras especializadas e com operações mais otimizadas vêm ganhando espaço no mercado. Fundada em 2023 e com atuação em todo o território nacional, a AGRUS Reguladora de Sinistros tem direcionado sua atuação para sindicância e investigação de sinistros de vida, apostando em inteligência artificial, análise técnica e atendimento humanizado.

A entrada em vigor da Lei nº 15.040/2024 acelerou ainda mais esse movimento. O novo marco legal dos seguros ampliou a responsabilização das reguladoras e reduziu o tempo disponível para análise e conclusão dos processos, aumentando a pressão sobre seguradoras e empresas parceiras do setor.

Inteligência e tecnologia como apoio estratégico

Para atender às novas exigências do mercado, a AGRUS desenvolveu uma metodologia própria de organização e cruzamento de informações com apoio de ferramentas de inteligência artificial. A equipe interna realiza a análise e o cruzamento de dados, direcionando o time de campo com objetivos específicos para cada caso.

O trabalho integrado busca identificar conexões, comportamentos e padrões regionais, permitindo um parecer final mais estratégico e assertivo. A inteligência artificial também auxilia na identificação de fraudes em documentos financeiros, médicos e pessoais, além de contribuir para análises mais ágeis e precisas durante a sindicância.

Outro diferencial da AGRUS está no tempo de resposta. O agendamento das entrevistas ocorre, em média, em até duas horas. O primeiro relatório costuma ser entregue em 48 horas, enquanto o relatório final é concluído antes do prazo estipulado pelas companhias contratantes. Esse resultado é possível pela integração entre tecnologia e uma equipe altamente treinada.

O avanço das fraudes também tem ampliado a pressão sobre seguradoras e reguladoras. Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), os sinistros suspeitos de fraude somaram R$ 5,4 bilhões no mercado segurador brasileiro em 2024, com mais de R$ 1,1 bilhão confirmado como fraude. O levantamento mais recente da organização, referente ao primeiro semestre de 2025, mostra que o cenário segue desafiador, reforçando a necessidade de análises técnicas mais estruturadas e mais agilidade na identificação de inconsistências.

Humanização e especialização no atendimento

Segundo Pedro Siqueira, CCO da AGRUS, o novo momento do setor exige uma atuação cada vez mais técnica, estratégica e sensível por parte das reguladoras especializadas.

“Trata-se de um mercado que não para de crescer, e as reguladoras de sinistro especializadas em vida terão que se adaptar ao novo marco legal. A sensibilidade de um sindicante especializado em vida deve ser diferente daquela aplicada em outros segmentos do seguro, como automóveis e seguros patrimoniais. Ele precisa ser cada vez mais empático e inteligente durante o trabalho”, afirma.

A humanização, inclusive, é um dos pilares da operação da empresa. A AGRUS prioriza uma abordagem respeitosa e ética junto aos segurados e beneficiários, especialmente em situações delicadas envolvendo seguros de vida.

Todos os colaboradores, internos e externos, possuem contrato com a reguladora e passam por treinamentos contínuos voltados à postura profissional, condução das entrevistas e atualização técnica.

O treinamento é conduzido diretamente pelo CEO Renato Alves, que acumula mais de 15 anos de experiência no mercado segurador, atuando em mais de 4 mil casos de sindicância ao longo da carreira.

“É um mercado que necessita essencialmente de profissionais com postura técnica e honestidade. Empatia, respeito e seriedade são pilares na AGRUS”, destaca Renato.

Mercado tende a valorizar operações mais estruturadas

Com o avanço das mudanças regulatórias e o crescimento da demanda por eficiência operacional, a tendência é que reguladoras de pequeno e médio porte ganhem cada vez mais relevância no setor, especialmente aquelas capazes de unir tecnologia, inteligência analítica e atendimento humanizado. Nesse cenário, a proximidade dos gestores com a operação também se torna um diferencial competitivo importante.

Nesse contexto, reguladoras que conseguem estruturar processos ágeis, tecnológicos e estratégicos tendem a ocupar um papel cada vez mais relevante dentro do ecossistema segurador, contribuindo para análises mais seguras, redução de riscos e aumento da satisfação de segurados e beneficiários.

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