Brasileiros que investiram em fundos de previdência privada na modalidade PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) podem ter uma economia de até R$ 4,3 bilhões na declaração de Imposto de Renda em 2026, segundo estudo desenvolvido pela XP. O cálculo considera o levantamento da SUSEP (Superintendência de Seguros e Previdência) de que o PGBL recebeu um aporte de R$ 15,5 bilhões em 2025.
O PGBL, que faz parte da prateleira de produtos de previdência aberta, permite o diferimento de até 12% da renda bruta anual para quem faz a declaração no modelo completo do IR, contanto que o contribuinte tenha renda mínima tributável. Considerando a alíquota máxima do IR de 27,5%, é uma economia que pode chegar a R$ 4,3 bi.
O estudo destaca a dimensão do benefício fiscal na estrutura do PGBL, segundo Clara Sodré, analista de fundos da XP. Além disso, evidencia o papel da categoria na sucessão patrimonial e no planejamento para a aposentadoria dos brasileiros, dentro do mercado trilionário de previdência privada. “Ao permitir a dedução da base de cálculo do imposto de renda no presente, o investidor posterga o pagamento do tributo para o momento do resgate ou recebimento do benefício, criando um potencial de economia fiscal relevante ao longo do tempo”, afirma Sodré. Enquanto isso, o valor que seria pago ao Leão pode ficar parado na conta, capturando o efeito de juros compostos na multiplicação de retorno.
A plataforma de fundos de investimento da XP teve papel importante na previdência privada em 2025: concentrou R$ 1,6 bilhão de aplicações em PGBL ao longo do ano passado — cerca de 10% do volume total no país. Neste sentido, a economia estimada para os clientes XP é de R$ 440 milhões em diferimento tributário. “Esse diferimento, quando combinado a uma estratégia consistente de alocação, amplia a eficiência da carteira como um todo”, completa Sodré.
A plataforma de fundos da XP oferece uma diversidade de fundos de previdência abertos para que cada cliente selecione o produto que melhor combine sua jornada de investimento e planejamento. “A escolha adequada do fundo dentro do plano é o que transforma o benefício fiscal em geração efetiva de patrimônio”, conclui a especialista.




