EXCLUSIVO – A anfitriã do evento e presidente da Federação Nacional das Resseguradoras, Rafaella Barreda, contou, durante entrevista coletiva realizada no Encontro de Resseguro, que o Brasil continua sendo um foco importante para receber investimentos internacionais por conta do seu potencial econômico. A executiva explicou que, embora o crescimento do mercado segurador brasileiro tenha sido impulsionado nos últimos anos por produtos de consumo, segmentos relacionados a grandes riscos e grandes projetos continuam demandando maior suporte técnico e financeiro.
Na avaliação da executiva, o mercado brasileiro segue despertando interesse de investidores, players e novos participantes devido às oportunidades estruturais que oferece. A combinação entre dimensão territorial, crescimento populacional, inovação e novas frentes de desenvolvimento contribui para essa atratividade. “O Brasil é um mercado de oportunidade. Com velocidade de inovação e tecnologia, existe possibilidade de desenvolvimento de soluções. O país tem tamanho continental, uma população que está envelhecendo e espaço para desenvolvimento”, enumerou. Para ela, os setores que mais devem se desenvolver são os produtos ligados à infraestrutura e energia.
“Quando falamos de grandes projetos ou grandes riscos, ou produtos que necessitam de capacidade financeira ou técnica, aí sim o resseguro traz uma contribuição adicional para esse crescimento.” A discussão ganha dimensão ainda maior após eventos como as enchentes no Rio Grande do Sul, que alteraram a percepção histórica de que o Brasil seria um país pouco exposto a catástrofes naturais. Embora o país não enfrente riscos como terremotos ou furacões de grande escala, a intensidade e a frequência dos eventos climáticos têm mudado.
“O Brasil foi considerado um país não catastrófico no que diz respeito a desastres naturais. Mas os eventos climáticos estão mudando no mundo inteiro, aumentando sua intensidade e capacidade de destruição”, ponderou a executiva.
Rafaella também destacou o papel conjunto entre seguradoras e resseguradoras no entendimento das carteiras de risco e na adoção de ações preventivas, durante o Encontro de Resseguro. Mais do que ampliar capacidade financeira, a atuação do resseguro envolve análises, estudos e suporte técnico para reduzir exposição. “O ressegurador, junto com a seguradora, precisa olhar a carteira, entender a quais riscos ela está exposta e identificar as melhores soluções para mitigar essa exposição.”
Kelly Lubiato, do Rio de Janeiro





