EXCLUSIVO – A corretora de seguros Diplan Group conquistou o primeiro lugar na convenção “Escalada para o Sucesso”, promovida pela operadora de saúde Hapvida, iniciativa voltada ao reconhecimento dos corretores com melhor desempenho na comercialização de planos empresariais ao longo do ciclo 2025/2026. O resultado ocorre em um cenário de maior pressão sobre o mercado de planos de saúde e acompanha uma mudança nos critérios de avaliação das operadoras, que passam a considerar com mais peso indicadores como qualidade da carteira, retenção de clientes e previsibilidade de resultados.
O reconhecimento coloca a corretora entre os principais parceiros da operadora em um ambiente mais seletivo. Nos últimos anos, o setor tem lidado com aumento de custos médicos, necessidade de recomposição de margens e maior rigor na gestão dos contratos, o que tem levado as operadoras a priorizar parceiros com maior capacidade de controle e estabilidade da carteira. Segundo a CEO da Diplan Group, Tatiane Quintino, o resultado está ligado a uma estratégia menos focada em crescimento acelerado e mais orientada à consistência operacional. “Não se trata apenas de volume, mas da qualidade e da sustentabilidade dessa produção”, destaca.

A leitura da empresa acompanha um movimento mais amplo do setor. Após um ciclo de expansão impulsionado pela pandemia, o mercado de saúde suplementar passou a enfrentar deterioração de indicadores, especialmente da sinistralidade, o que exigiu revisão de estratégias comerciais e de relacionamento com corretores.
Nesse contexto, o papel do distribuidor passa por ajustes. A atuação deixa de se concentrar apenas na originação de negócios e passa a incorporar métricas ligadas à permanência dos clientes, perfil de risco e aderência contratual. “Crescer com controle se tornou uma exigência do próprio mercado”, diz a executiva.
O desempenho da Diplan, segundo Tatiane, é resultado de um processo de estruturação ao longo dos últimos anos, com foco na gestão de carteira, no acompanhamento de indicadores e na revisão do modelo de atendimento. A adoção de uma abordagem mais consultiva contribui para maior retenção e menor volatilidade, dois pontos sensíveis em um setor marcado por alta rotatividade.
A mudança no perfil dos corretores ocorre em paralelo a transformações na cadeia de distribuição. Com o avanço da digitalização e maior acesso à informação, o diferencial competitivo passa a se concentrar na capacidade de análise, recomendação e gestão contínua do cliente.
Ao mesmo tempo, a competição entre corretoras aumenta. A concentração de mercado, o fortalecimento de plataformas e a profissionalização das operações ampliam a pressão por escala com eficiência. Nesse cenário, reconhecimentos como o da Hapvida passam a ser utilizados como indicador de desempenho, mas também elevam o nível de exigência sobre os parceiros. “Esse tipo de resultado aumenta a responsabilidade de manter consistência em um ambiente mais competitivo”, frisa.
Para 2026, a estratégia da empresa segue centrada em crescimento gradual, com ênfase em tecnologia, uso de dados e qualificação da equipe. A intenção é ampliar a carteira preservando indicadores-chave, como sinistralidade e retenção, variáveis que passaram a ter maior peso na avaliação das operadoras.
O desafio, no entanto, vai além da execução interna. O setor de saúde suplementar continua pressionado por fatores estruturais, como inflação médica, envelhecimento da população e mudanças regulatórias. Nesse ambiente, a capacidade de equilibrar expansão e qualidade deve definir quais players conseguem sustentar crescimento no médio prazo. Ao final, a executiva resume o direcionamento adotado pela corretora: “Nossa prioridade é crescer com consistência, mantendo controle sobre a operação e fortalecendo o relacionamento com clientes e parceiros”, conclui.
Nicholas Godoy




